A Gentileza em Nossas Vidas

24 05 2011

Boa tarde a todos,

Nesse sábado aconteceu um fato inusitado em minha vida.

Já fazia uma semana que eu não levava a cadeira de rodas

para o posto de gasolina para calibrar os pneus.

Prontamente, saio de casa para encher os pneus da cadeira

de rodas motorizada.  

Como todos os momentos da minha vida sempre estou de bom

humor e bem acompanhado por Deus.

Até essa caminhada ocorreu o esperado: ser levado pela minha

companheira inseparável (a cadeira de rodas motorizada),

esperar a minha vez em ser atendido no posto, conversar com os conhecidos e amigos.

Até aí ocorreu tudo certo.

Entretanto para voltar para casa, eis que eu subindo o morro da Igreja da cidade onde moro,

a cadeira me avisa através de uma coloração em seu painel que estava

perdendo forças e, principalmente, velocidade para subir o morro.

A cadeira ameaçou a empinar e eu quase cai. Nessa tentativa de “domar” a cadeira, avisto um homem indo para o centro.

E Graças a Deus, esse homem entendeu o meu sinal para se aproximar de mim.

Pergunto a ele se não poderia me dar uma “forcinha” até a descida do morro.

Tranquilo, o rapaz foi super gente fina. Agradeci a ele e retomei a minha aventura para retornar ao lar.

Desci sem preocupações o morro, abano para a minha tia que passara para ir ao centro também e eu me encontrara todo festeiro.

Mas a vida sempre tem “cartas na mangá”, a cadeira começou a parar. Como um carro sem gasolina.

Forcei com o meu peso para a cadeira poder passar a ponte. Sem sucesso.

Obs.: Não há acostamento na ponte. Fiquei completamente parado e de mãos atadas por quase 5 minutos.

Próximo de onde me encontrara, um motoqueiro também estava saindo de seu trabalho.

Novamente, fiz o sinal de “pedindo ajuda” ou “chamando a atenção”. O motociclista se aproxima e retira o capacete.

Nós completamente parados (a minha eterna companheira e eu) e o motoqueiro analisa a situação.

Fica observando por vinte segundos, completamente calado. Em seguida, começo a explicar toda a situação.

Ele retira o celular dele e me pergunta os números para a discagem.

Como seu celular estava com poucos créditos, a ligação logo cai enquanto ele conversa com o meu pai.

O motoqueiro não querendo me deixar na mão vai rapidamente para a casa do meu tio.

Nesse meio tempo, meus pais aparecem com o kit de reboque, a doblò e seus trabalhos braçais.

Rapidamente, eu sou acomodado no carro e a cadeira de rodas é posta no porta-malas.

___________________________________________________________________

Moral da história: há sempre pessoas dispostas a fazerem o bem e serem prestativos.

Sozinhos não somos ninguém. Já dizia um provérbio: uma andorinha não faz verão.

Pessoas com bons pensamentos sempre atraem pessoas dispostas a te ajudarem, mesmo elas sendo desconhecidas.

Obrigado a todos e tenham um ótimo final de terça-feira…